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Meio Ambiente
MEIO AMBIENTE E AS HIDROVIAS:



        Muito se fala sobre os impactos que as hidrovias causam sobre o meio ambiente. Toda ação humana, algumas mais outras menos, causa impacto ao meio ambiente.

        Desde que o homem descobriu a exploração dos recursos naturais para melhorar seu conforto, a utilização desses recursos vem sendo gradativamente crescente, nem sempre com os devidos cuidados para uma exploração racional desses recursos.

        Assim, a grande preocupação hoje para a conservação dos recursos deve considerar não só as necessidades das populações atuais como das populações futuras. por isso a importância dos aspectos de conservação ao meio ambiente estabelecidos hoje em dia pela sociedade, através de leis específicas, como também pela manifestação das Organizações Não Governamentais (ONG's) preocupadas com o tema. Há porém que se tratar o tema de modo científico e não apaixonado, como algumas vezes se observa.

        Nesse sentido, pode-se dizer que o transporte hidroviário é comprovadamente o de menor impacto ambiental, segundo dados apresentados por estudo elaborado por uma instituição de pesquisa alemã. Os dados são comparativos entre os diversos modos de transporte, e foram considerados aspectos variados que vão desde uso e ocupação do solo, consumo de energia até mesmo ruído provocado pelos equipamentos de transporte. Para sua reflexão, segue o quadro com esses resultados:

Custos Sociais

Aéreo

Ferroviário

Hidroviário

Rodoviário

Total(%)

Poluição

Atmosférica

2

4

3

91

100

Poluição

Sonora

26

10

0

64

100

Ocupação

do Solo

1

7

1

91

100

Construção/ Manutenção

2

37

5

56

100

Acidentes

1

1

0

98

100

Total (%)

6,4

11,8

1,8

80

100

 

MEIO AMBIENTE E A HIDROVIA PARANÁ - TIETÊ

        A hidrovia em operação nos rios Paraná e Tietê se reveste de particularidades distintas da maioria das outras hidrovias brasileiras. Enquanto a maioria das hidrovias no Brasil são trechos naturais dos rios, navegados em "corrente livre", os trechos navegados dos rios Paraná e Tietê são trechos de rios barrados, "rios canalizados" como define o termo técnico, correspondendo a uma sucessão de reservatórios artificiais, controlados pelo homem, construídos para a produção de energia hidrelétrica. Como conseqüência, para que fosse mantida a navegação, foram construídas "eclusas", que servem pra garantir a continuidade do tráfego das embarcações.

        Entretanto, no rio Paraná, ainda permanece um trecho em "corrente livre" com cerca de 240 km de extensão, entre o final do remanso do Reservatório de Itaipu, próximo à cidade de Guaíra no Paraná, até a barragem de Porto Primavera, pouco acima da foz do rio Paranapanema.

        Assim, pode-se considerar que a Hidrovia do Paraná-Tietê é uma hidrovia "artificial", a exemplo de várias situações de hidrovias européias e norte-americanas.

        Nem por isso, a preocupação com a conservação desses rios, através do uso pela navegação, deve ser menor. Ao contrário, por utilizar-se do meio aquático como via de transporte, a preocupação se desdobra com a operação segura das embarcações, pois qualquer acidente com derramamento das cargas transportadas diretamente á água, pode significar dano ambiental, sobretudo quando a carga é tóxica. Para prevenir e diminuir os riscos de acidentes, a AHRANA promove o constante aprimoramento e manutenção da sinalização dos canais de navegação, para garantir ao usuário o máximo de segurança para navegação diurna e noturna. Por outro lado, todas as embarcações são licenciadas e vistoriadas de tempos em tempos, pela Capitania dos Portos, órgão do Ministério da Marinha, responsável pelo policiamento e controle da segurança das embarcações, inclusive no que diz respeito aos aspectos ambientais.

        A AHRANA participa, em conjunto com todos os operadores de transporte na hidrovia, com o Departamento Hidroviário - DH, da Secretaria de Transportes do Estado de São Paulo, responsável pelo rio Tietê e com representantes do Ministério da Marinha, do Comitê Técnico da Hidrovia Paraná-Tietê que, de comum acordo e respeitada a legislação em vigor, estabelecem as regras operacionais de segurança para o tráfego na hidrovia. reúnem-se periodicamente para avaliar as condições de navegação bem como trocar experiências para estabelecer melhoria no tráfego e na segurança do transporte.

 

POLÍTICA AMBIENTAL DO MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES:

        É importante considerar que as ações da AHRANA na questão ambiental se inserem num programa maior, que corresponde às diretrizes da Política Ambiental do Ministério dos Transportes.

        A Política Ambiental do Ministério dos Transportes tem como referência três princípios: a viabilidade ambiental dos empreendimentos de transportes, o respeito às necessidades de preservação ambiental e a sustentabilidade ambiental dos transportes. Estes princípios gerais adotados estão desdobrados em diretrizes ambientais que servem de orientação para o programa de gestão ambiental do Ministério dos Transportes.

        A internalização das diretrizes ambientais aqui apresentadas dar-se-á com a implantação de um Sistema de Gestão Ambiental que, oportunamente, coincide com a implantação de uma nova estrutura organizacional do Ministério dos Transportes. O Sistema de Gestão Ambiental deverá tornar as considerações ambientais parte da rotina de trabalho, de forma coordenada e continuada, envolvendo desde a fase de planejamento até a recuperação de passivos ambientais, passando pelo licenciamento ambiental de obras e a implantação e gestão dos empreendimentos de transportes.

        O que se espera é um tratamento ambiental, com bases sérias, profissionais e técnicas, voltadas para a melhoria contínua do desempenho das funções e responsabilidades do Ministério dos Transportes. A gestão participativa e continuada permitirá a aplicação desta Política Ambiental, que certamente evoluirá através do intercâmbio de idéias, experiências e informações com os órgãos de meio ambiente, os demais setores de promoção do desenvolvimento e a sociedade em geral.

 

Para maiores informações: www.transportes.gov.br/CPMA

 
Projeto Ondisa - UNESP



"Hidrovia Tietê-Paraná: Alerta de Vento e Ondas para Segurança da Navegação"

Objetivo

      Estruturar e implantar um Centro de Alerta dedicado à segurança da navegação na Hidrovia Tietê-Paraná, com infraestrutura para prover alertas extremos a partir da geração de informações inter-relacionadas de vento e onda, pós-facto e em tempo real, informações meteorológicas, e mapeamento georreferenciado de pontos críticos e obstáculos à navegação, considerando as condições limites de manobrabilidade dos comboios.

      Este projeto contempla dois campos da atuação de pesquisa e desenvolvimento em duas instituições. O primeiro refere-se a segurança à navegação devido aos efeitos de vento e onda na hidrovia Tietê-Paraná, que há tempo está em desenvolvimento na FEIS-UNESP, e visa agora o estabelecimento de um sistema de alerta para apoio à navegação fluvial. O segundo diz respeito à manobrabilidade de embarcações em desenvolvimento na FATEC-Jahu, abordando estrutura e composição dos comboios e a transposição de pontos críticos relacionada à navegação na hidrovia.

Para maiores detalhes acesse o link:

http://www.dec.feis.unesp.br/lh2/ondisa5.php

 
 
AHRANA - Administração da Hidrovia do Paraná
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